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domingo, 31 de maio de 2009

“O Ser Humano vive para procurar em si as Grandes Falhas da Natureza”

Francisco Varatojo explica porque é que beber leite não é fundamental para a nossa Saúde.

A grande maioria das pessoas acredita que beber leite é fundamental para a sua alimentação. No entanto, algumas pessoas já se questionam acerca dessa «verdade absoluta». Francisco Varatojo é um deles. Resta-nos compreender o porquê. Que mal nos faz o leite à saúde? Quando leite devemos beber?

Francisco Varatojo possui uma vasta experiência na área Macrobiótica, é Director do Instituto Macrobiótico de Portugal sendo actualmente cronista do jornal Sol e professor convidado da Escola Superior de Enfermagem Calouste Gulbenkian.

Entrevista com Francisco Varatojo
Director do Instituto Macrobiótico de Portugal

Francisco, é verdade que é bom beber leite em todas as refeições e sobre todas as formas como ouvimos dizer várias vezes?

Não devemos. Nós somos mamíferos e como qualquer mamífero devemos beber leite, mas o da nossa espécie e até à idade do desmame.

O leite da vaca é muito bom para os bezerros, o leite da cabra é muito bom para os cabritos e o leite humano é muito bom para os humanos. Na minha opinião, nós andamos sempre à procura nas falhas da Natureza, sempre em busca dos nutrientes de outras espécies que poderiam colmatar falhas nossas, e isso para mim é um pouco estranho. Devemos beber leite enquanto precisamos dele e enquanto isso nos trás benefícios. Isto acontece enquanto o bebé tem de mamar. A certa altura o leite materno acaba e acaba também a nossa necessidade de beber leite. A partir daí passamos a inserir na alimentação do bebé outros alimentos, os sólidos. Nenhum animal consome leite depois do desmame, apenas os humanos.
E repare bem, a maioria da população é intolerante à lactose. Estes povos não bebem leite e são os que têm taxas menores de osteoporose e quebras ósseas! É o caso dos asiáticos e dos africanos.

O que podemos comer que seja mais benéfico que o leite?

Tudo! Tudo o que não seja carne, açúcar e lacticínios *risos*

Mas para aquelas pessoas que não conseguem conceber a ideia de deixar de beber lacticínios, ou porque gostam ou porque acham que se não consumirem lacticínios vão ter faltas de cálcio e nutrientes importantes, o que devem consumir em vez do leite?
Por exemplo, pela manhã, como pequeno almoço. Iogurte?


Eu compreendo isso porque tudo na sociedade está estruturado para pensarmos assim. Não está provado que o leite previna a osteoporose, há até muitos estudos que indicam o contrário e há poucos que comprovem que de facto seja verdade.
Há mesmo vários estudos que indicam que a proteína animal faz com que o corpo (os rins) excretem o cálcio consumido. Uma vez que o leite está repleto de proteína animal, estamos a beber leite a pensar no cálcio para que devido ao mesmo acto os nossos rins deitem fora o cálcio que nós consumimos.
O iogurte natural é de facto um alimento melhor que o leite, uma vez que não só é melhor tolerado mas também é fermentado e isso já evita o consumo das dezenas de antibióticos que vários testes de laboratório encontram no leite pasteurizado.
Os alimentos mais importantes a consumir pela manhã são os vegetais, o pão e cereais. O pão e os cereais são bons alimentos porque contêm cereais e hidratos de carbono que é coisa que o leite tem muito pouco. Aliás, é bom dizer que o leite é constituído por proporções de nutrientes que não são as indicadas para o homem. Contém poucos hidratos de carbono (a nossa gasolina, aquilo que faz o nosso cérebro funcionar e nos dá energia) e muita gordura saturada, que é algo muito prejudicial para a nossa saúde e que é pouco comunicado.

Então andamos a consumir leite pensando que suprimos todas as necessidades que temos de nutrientes e cálcio para vivermos fortes e não termos osteoporose e se calhar não é bem assim.

Para nos mantermos saúdaveis e evitarmos a osteoporose precisamos de ter uma alimentação equilibrada e de fazer exercício. É claro que muitas pessoas podem viver sem grandes problemas consumindo leite todos os dias, mas o que digo é que não vão estar completamente saudáveis.
E beber leite e ir para o sofá é quase igual a ter no futuro osteoporose. Há toda uma relação obrigatória entre o cálcio, a sua absorção e da vitamina D com o sol, o exercício físico e uma alimentação rica em legumes, frutas e vegetais. Sem isso, de certeza que não vamos prevenir a osteoprose, mais provável é mesmo estarmos a trabalhar para ela.

É verdade que se consumirmos demasiado leite podemos criar doenças relacionadas com o colesterol, cancro e diabetes tipo 2?

Há muitos estudos que dizem que sim e desconheço algum que diga que não.
Estes estudos comprovam sim que o consumo de leite de vaca está associado ao aumento de colesterol, uma vez que o leite contém muitas gorduras, que ainda por cima são saturadas e que são as piores que existem. Não compreendo porque é que nunca ouvimos falar disso nos media, quando ouvimos tanta coisa sobre alimentos que fazem mal.
Nestes estudos encontraram-se também relações fortes com alguns tipos de cancro como o dos ovários e o da próstata e com a diabetes tipo 2. Isto acontece inclusivamente nas crianças, o que é muito preocupante.

É verdade que as pessoas que são intolerantes à lactose perdem essa intolerância bebendo mais leite? Li esta informação num site de uma marca conhecida de leite e achei estranha a informação.

Não conheço estudos que digam que sim. Sei que isso não será verdade para todas as pessoas, é possível que resulte nalguns casos mas na minha opinião isso poderá até ser prejudicial para a saúde da pessoa, uma vez que o corpo possivelmente se irá adaptar de alguma outra forma para poder conseguir digerir o leite.

Então que método devemos adoptar? Quanto leite podemos beber por dia então?

Na minha opinião nenhum. O nosso organismo deixa de precisar de leite depois do desmame e depois disso não precisamos de beber quaisquer copos de bebida branca todos os dias, precisamos sim de manter um estilo de vida saudável.

E substituímos o leite por que alimentos?

Como eu disse, nós não precisamos de substituir o leite de vaca por leite de soja ou por qualquer outra bebida branca. Simplesmente não precisamos dessa bebida branca por dia. Precisamos sim de ter uma alimentação equilibrada e praticar exercício. Eu bebi muito leite em criança e isso fez-me muito mal à saúde na altura, pois era intolerante à lactose. O facto de ter insistido tanto nunca me fez deixar de ser intolerante, apenas me trouxe problemas e há muito tempo que não bebo leite nem outros lacticínios e estou saudável. Os meus filhos nunca beberam leite e são saudáveis.

Mas a comunicação social diz-nos tanto que precisamos de leite para ser saudáveis, como é que deixamos de beber leite e ficamos bem? Porque é que não nos dizem para comer vegetais, fazer desporto, etc? Porque é que nos dizem que basta beber leite para termos todos os minerais, vitaminas e nutrientes que precisamos para nos manter saudáveis e alimentados?

Veja bem, é preciso ter em atenção quem envia estas mensagens. Normalmente são pessoas/organismos com interesse no leite. E depois é tudo uma questão de lucro, o comércio do leite é muito mais lucrativo que o dos legumes.

Tudo o que diz parece fazer sentido, mas como é que nunca ouvimos falar disto, que publicações credíveis existem sobre o tema?

Um exemplo credível que lhe posso dar, entre outros, são os livros “Food Revolution” e “Diet for a New America”. Irá reparar que o autor é Jon Robbins, que curiosamente é o dono da cadeia Baskin and Robbins * risos*

sábado, 30 de maio de 2009

Adulto + Leite ≈ Saúde

É crença geral de que é o alimento perfeito.
Existe até uma campanha nacional que diz que “nada o substitui”.
Será verdade, ou mito?

Depois da infância devíamos continuar a beber leite? A Osteoporose é afastada com o consumo constante de leite? Será que este movimento “leite sempre” promove hábitos realmente benéficos para a nossa saúde?

Foi com estas dúvidas (que ao que parece são pouco faladas no espaço público) que fui à procura da resposta. Isto porque um dia destes abri uma revista da área de saúde e bem-estar e vi uma nutricionista a mencionar que o leite era como outro alimento qualquer, imperfeito e a ser consumido com conta, peso e medida, principalmente na idade adulta.Durante toda a vida ouvi que o leite é o bem essencial. O leite tem cálcio, o leite tem água, o leite alimenta mais do que qualquer outro alimento, o leite é bom para os dentes, para os ossos, para os pequenos, para os grandes, para os avós e para os adolescentes. O leite, no fundo, é sempre comunicado como sendo o alimento perfeito: com as melhores vitaminas e minerais que o corpo precisa. Esta é uma campanha muito bem montada, nenhum leigo na matéria vai alguma vez duvidar e é certo e sabido que a grande maioria da população acha que vai combater a osteoporose bebendo leite (pensam as senhoras na idade da menopausa: “Para que é que hei-de andar, fazer ginástica e comer vegetais se tudo o que preciso para estar bem de saúde e prevenir a osteoporose é o leite? E eu bebo tanto!”).A única coisa que não nos dizem é que beber muito leite (e para algumas pessoas até simplesmente beber leite) também faz mal. Nunca nenhum anúncio de televisão diz isso. É, no entanto, muito fácil de compreender quando nos explicam que o leite tem muita gordura e isso não é bom para o colesterol. É de pensar também quando vemos quem publicita o consumo do leite: Sociedades Produtoras de Leite, marcas de leite e lacticínios, etc.

A intenção não é lançar o pânico, nem tão pouco agredir as produtoras de lacticínios. Mas a verdade é que é necessário alertar para o facto de ser necessário dizer a verdade completa, informar com qualidade. E a verdade pode não ser aquela que nos bate à porta todos os dias.

Fui ao motor de pesquisa para procurar mais informações acerca do tema. Encontrei os mais variados testemunhos, desde sites vegetarianos a nutricionistas e artigos de opinião. Todos diziam que beber leite pode trazer vários problemas para a saúde e que não é suficiente beber leite para ver supridas as nossas necessidades diárias de nutrientes.

Li também um documento em inglês que dava todas as razões, muito consistentes por sinal, de que não somos animais para beber leite depois da infância. Entre elas estavam o facto de termos dentição herbívora/frutífera, de o nosso sistema digestivo ser longo e por isso estar preparado para digerir alimentos rapidamente processáveis (como as frutas e os vegetais) e não alimentos animais porque criam bactérias (e por isso os leões têm sistemas digestivos muito rápidos), e o que me convenceu mais: Segundo o Centro de Nutrição e Alimentação Mimosa (CNAM), da conhecida marca de lacticínios portuguesa, 70% da população mundial tem intolerância à lactose e a grande maioria das pessoas começa a deixar de produzir a lactase (a enzima que digere a lactose) entre os 5 e os 6 anos de idade. O que é mais interessante notar é que esta informação aparece quando a mimosa lança o seu novo leite “Bem Especial 0% Lactose”.

Há algum tempo, uma nutricionista explicou-me que a intolerância à lactose não é o mesmo que uma alergia. Há várias pessoas alérgicas a alimentos bons para a saúde e há também quem o seja à lactose, ainda que numa percentagem muito reduzida. A intolerância é completamente diferente e um sinal bastante forte de que se calhar o leite não é afinal o alimento primordial. Porque se 70% da população mundial é intolerante à lactose, dá que pensar. Ora se perdemos progressivamente a lactase, como é que vamos digerir o leite? Percebi que deve então ser essa a razão porque fico mal disposta depois do pequeno-almoço. No entanto, a mesma marca sugere no seu site várias formas de contornar este “percalço”: Beber mais leite para assim fabricar mais bactérias no intestino e assim recuperar a tolerância à lactose “da forma menos dispendiosa e mais simples possível”; beber produtos lácteos com baixo teor de lactose ou mesmo sem lactose; optar por leite com chocolate e iogurtes pois estes apresentam maior taxa de tolerância e, por fim, tomar cápsulas de lactase diariamente para assim conseguir digerir o leite. E fica-me uma dúvida, pendendo como um ponto de interrogação em cima da cabeça: Então eu vou tomar comprimidos para poder digerir o leite?

Desde quando é que deixou de vigorar aquela “lei” do corpo humano que diz que o corpo humano rejeita o que não lhe faz bem? Desde quando é que se tornou aceitável tomar remédios para poder comer coisas? Nesse caso não deve faltar muito para vermos todas as pessoas, mesmo as que não têm diabetes, a tomar insulina para poder comer mais doces do que deve! E não menos importante, será que é lógico e verdadeiro que beber mais leite quando se tem sintomas de intolerância (cólicas abdominais, diarreia, náuseas, vómitos, sensação de enfartamento) vai tornar-nos tolerantes? Vários estudiosos chegaram já à conclusão que o consumo de leite pode levar a vários problemas de saúde, desde o acne (e andam os jovens a cortar no chocolate porque lhes faz borbulhas), a diabetes tipo 2, o cancro da próstata, da mama e dos ovários, rinites e sinusites, doenças do foro imunitário, até ao colesterol e, imagine-se, não tem vindo a ser associado à melhoria da osteoporose!Segundo o Director do Instituto Macrobiótico de Portugal (IMP), Francisco Varatojo, professor convidado da Escola Superior de Enfermagem Calouste Gulbenkian e orador de várias palestras e seminários em vários locais do mundo, os países com maior percentagem de consumo de leite (Finlândia, Suécia, Estados Unidos da América e Inglaterra) são precisamente os países do mundo com maiores índices de osteoporose per capita.

Curiosamente, os povos mais intolerantes à lactose (os asiáticos, que o são entre 95% a 100% e não consomem leite depois de deixarem o leite materno) são os que têm menor taxa de prevalência de cancro da mama, da próstata e dos ovários, sendo a proporção de 1 para 10 000 (no Reino Unido a proporção é de 1 para 12).

Segundo Francisco Varatojo, o leite nem sequer é o alimento com maior percentagem de absorção de cálcio e uma caminhada diária de 30 minutos diários pode ser o suficiente para evitar a osteoporose.

Exemplo:
Percentagem de Absorção de Cálcio
Couve de Bruxelas - 63.8%
Brócolos - 52.6%
Rama de nabo - 51.6%
Couve - 50%
Leite de vaca - 32%
Fonte: "American Journal of Clinical Nutrition"

Existem ainda outras fontes que dizem que é o leite que vemos no supermercado é perigoso para o nosso organismo e que, para o evitar, deveríamos beber leite biológico. Isto porque, segundo Robert Cohen, escritor do livro “leite: Alimento ou Veneno?”, tudo aquilo que nos disseram sobre o leite não passa de uma mentira. Um copo de leite está, segundo o autor, repleto de gordura (mesmo que diga que tem pouca), bactérias, antibióticos e colesterol. O autor chega mesmo a igualar um copo de leite a três fatias de bacon. Ainda segundo Robert Cohen, às vacas produtoras de leite é administrada uma hormona de crescimento denominada de rBGH (Recombinated Bovine Grouth Hormone), hormona esta aprovada pela Food and Drug Administration (FDA). Esta hormona provoca depois várias infecções nos animais (mastites) que têm, por isso, de receber doses muito altas de antibióticos.

Segundo José Peixoto (Homeopata, autor do livro “A Questão do Leite”) esta hormona provoca um aumento de uma substância que é conhecida como sendo provocadora do aumento das probabilidades de se desenvolver cancro, o IGF-1. Esta substância é resistente à pasteurização. Quando o leite é tratado para seguir para os supermercados como “Leite UHT”, o processo de pasteurização e homogeneização, perde a grande maioria dos seus nutrientes bons (a lactase para digerir o leite – que o leite com chocolate possui devido ao cacau – e a fosfatase que permite a maior assimilação do cálcio). Por essa razão, na opinião de José Peixoto, o leite deveria ser consumido apenas quando é de proveniência biológica e nunca aquele que encontramos nas prateleiras dos supermercados.

Segundo Francisco Varatojo (IMP), no nosso século vivemos preocupados com a nossa saúde e o que comemos. Cortamos na carne vermelha, na fast-food, no café, nos fritos, nas gorduras e nos doces, mas ninguém põe em causa o leite. Ninguém põe na balança o poder que o leite tem de fazer mal ao ser humano, apesar de mais nenhum mamífero ingerir leite depois de deixar o leite materno. Em parte, isso é devido à enorme força das campanhas publicitárias e informativas que circulam desde sempre nos órgãos de comunicação social. Ao que parece, para o século XXI o alimento estratégico é o leite. Não a água, não a alimentação saudável, não os vegetais, mas o leite.

Alguns problemas do leite segundo Francisco Varatojo:
Gorduras Saturadas:
A gordura presente nos lacticínios é gordura saturada, responsável pela obstrução dos vasos sanguíneos que está na origem da maioria das doenças cardiovasculares modernas.

Cancro da Próstata:
Os homens que bebem 2 ou mais copos de leite por dia têm mais do dobro das hipóteses de desenvolver cancro da próstata avançado ou com metástases do que aqueles que não bebem leite nenhum.

Antibióticos:
Nos Estados Unidos, a vasta maioria dos antibióticos é utilizada nos animais e não em pessoas.

Cancro nos ovários:
Um número significativo de estudos apontam para a hipótese de o cancro nos ovários estar ligado ao consumo de produtos lácteos e apesar de tais estudos não serem conclusivos, a ligação parece ser demasiado forte para não ser considerada.

Já o leite materno é um importante alimento, que nenhum bebé deve deixar de consumir. Isto porque possui todos os nutrientes, gorduras, vitaminas e minerais que a criança (e qualquer outro mamífero) necessita para crescer saudável nos primeiros meses da sua vida. No entanto, o mesmo parece não ser verdade depois. Tal como todos os outros mamíferos, o leite materno acaba precisamente quando deixa de fazer falta à criança. A partir daí, ela deve seguir para os alimentos sólidos.

Nenhum mamífero bebe leite depois de ser desmamado e muito menos bebe leite de outra espécie. No entanto, todos nós reagimos com repugnância se nos for sugerida a hipótese de beber leite humano.

Nos filmes e séries de televisão vemos várias vezes homens acabados de ser pai que vão ao frigorífico beber um copo de leite, cuspindo-o mal a mãe da criança o avisa de que está a beber o leite materno, e nós, espectadores, acompanhamos a cena com uma careta.

Curioso, não?

domingo, 15 de março de 2009

Nova pilula... para homens!

Está cada vez mais próximo o dia em que não serão apenas as mulheres a tomar a pílula anticoncepcional.

Cientistas de todo o mundo têm investigado de forma persistente a fórmula masculina da pilula e encontraram-na. A pilula anticoncepcional masculina permitirá aos homens a ejaculação sem a presença de espermatozóides evitando, assim, gravidezes indesejadas.

O único senão é que ainda não se conseguiu saber se o homem será capaz, com a toma desta pilula, de voltar a ser fértil ao interromper o tratamento. Contudo, os efeitos secundários habituais das pilulas femininas - aumento do peso, diminuição de testosterona (hormona responsável pelos sinais masculinos na mulher, como os pêlos em excesso e as borbulhas) ou a diminuição do desejo sexual - não afectarão os homens que a tomarem.

A substância activa - ATD - inibe a produção de espermatozóides sem afectar a testosterona, sendo uma inovação em larga escala neste campo da saúde, permitindo às mulheres prevenir os inúmeros problemas de saúde que advêm de muitos anos, por vezes décadas, da toma da pilula.

A pilula masculina já foi testada em ratos e o próximo passo será testá-la em cães, gatos e macacos para melhor perceber o seu provável funcionamento no corpo humano.


Fonte: Diário de Notícias

domingo, 8 de março de 2009

Em 30 minutos, adeus fracturas!

As doenças relacionadas com o envelhecimento humano têm vindo a ser alvo de inúmeras investigações médicas nas últimas décadas. O colesterol, a osteoporose e os efeitos negativos da menopausa são algumas das doenças que preocupam os portugueses, especialmente aqueles com mais de 50 anos.

A osteoporose é uma doença que causa um enfraquecimento dos ossos, levando a que estes deixem de estar preenchidos e formem uma rede. Atinge uma grande percentagem da população mundial.






O enfraquecimento dos ossos tem como consequência a perda de massa óssea em todo o corpo mas uma das grandes preocupações é a pressão óssea que provoca na coluna e que leva a que qualquer movimento brusco provoque uma fractura na mesma. Uma queda, um espirro e um esforço para pegar numa criança bastam para que o osso ceda à pressão e parta.

Estas fracturas limitam fortemente a vida dos doentes, tornando impossíveis as tarefas mais simples do dia-a-dia como andar, sentar, deitar, comer e subir escadas.

Surgiu em 1998 a cirurgia que resolve este problema, a cifoplastia com balão. Um procedimento minimamente invasivo, simples, de recuperação rápida e eficaz. A operação pode ser feita com anestesia geral ou local, dura cerca de 30 minutos e caso tudo corra bem o paciente poderá deixar o hospital no dia seguinte.

Com esta técnica é possível entrar numa sala de operações em cadeira de rodas (por obrigação física e não por protocolo) e sair a caminhar.



Para realizar a cirurgia são feitas apenas duas pequenas incisões, com cerca de 1 cm, no local da fractura.







Nestas incisões são inseridos dois pequenos instrumentos, com a grossura de um lápis, que irão perfurar o osso fracturado.



Estes instrumentos inserem o balão, que irá ser insuflado para preencher o espaço comprimido pela pressão.

Depois de insuflado, o balão repõe o tamanho normal do corpo vertebral. Nessa altura, o balão é novamente desinsuflado para ser inserido um cimento ósseo que preencherá o espaço.
Depois da cirurgia os doentes recuperam a liberdade de movimentos e põem um fim naquilo que os incomodava: a dor.

Apesar dos benefícios desta cirurgia, poucos são os doentes - e os médicos - que a conhecem.

É, por esse motivo, urgente promover os mecanismos de detecção de fracturas da coluna e seus tratamentos, bem como dismistificar as cirurgias em si, já que estas são normalmente vistas como procedimentos complicados e dolorosos, levando os doentes a evitar o tratamento e, consequentemente, a piorar a sua qualidade de vida.

Não significa isto que podemos deixar de ter cuidados com a saúde, para evitar o aparecimento e avanço da osteoporose. A ingestão de cálcio e vitamina D, o exercício físico e apanhar todos os dias um pouco de sol são meio caminho andado para a prevenção, sempre acompanhados da visita ao médico e a realização de exames como a densitometria óssea e outros que o seu médico indicar.

Imagens retiradas de www.spinalfracture.com

segunda-feira, 2 de março de 2009

Editorial

Saudações! O meu nome é Luís Soares e em nome do quinteto que compõe a equipa deste portal, dou-vos as boas vindas a este projecto. Tanto eu como Joana Pimpista, Lara Ribas, Sílvia Lopes e Susana Ferrador somos alunos do 1º ano do Mestrado em Jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social, localizada em Lisboa. Daí a escolha do URL que vos conduziu até aqui ser a soma das palavras "mestres em jornalismo científico" (não confundir com "mestre sem jornalismo científico), até porque posso falar em nome das minhas parceiras ao admitir que de mestres desta área (para já) não temos nada. Este facto, não inviabiliza que este sítio online venha a alojar peças de teor informativo que com a sua originalidade e credibilidade (as duas palavras com o sufixo -dade, que seguiremos à risca) esperamos que vos atraíam e vos tornem nossos assíduos seguidores (termo que substitui o previamente pensado "leitores", porque a informação será fornecida não só em textos, como em fotografia, áudio, video, entre outros).
Os principais temas do blogue serão Ciência e Tecnologia. O mote foi lançado pelo Professor Vasco Trigo, docente da cadeira de Atelier de Jornalismo Cultural e de Ciência, o que fará com que o Mestres em Jornalismo Científico seja utilizado como instrumento de avaliação. O nosso público-alvo será composto por todos aqueles que nos concederem uma oportunidade e connosco dispendam de uma forma enriquecedora e até divertida, o seu tempo. Bem-vindos e até já.